[escultura submarina de Jason deCaires]
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Ser o avesso de mim...
e do avesso ser você num capricho ao sol...
bater com os punhos fechados no céu para ouvir...
o não-movimento no seio do não-tempo em teus seios...
adentrar teu reino que nem o luar adentra a mata...
lentamente...
e o burburinho das eras passando arrastadas pela velha estrada...
a carregar impérios solares e cartas de amor em seus lombos...
e as grandes capitais todas inundadas e desertificadas pelo êxodo final...
os carvalhos exercendo seu reino prometido sobre a terra...
evoluindo uma linguagem de amor e trevas mornas...
para finalmente compor uma grande palavra planetária...
um código universal dos carvalhos-deuses...
cuja face está gravada em nossa memória há muito tempo...
nossa face a expressão dessa memória ancestral...
coberta pela crosta do esquecimento e da preguiça...
a compor padrões delicados...
a tua face...
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beijar tua face...
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e tua boca envolver como a um fruto...
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num esmaecer de cores...
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